Os avanços das pesquisas sobre o cérebro vêm tornando as questões emocionais cada vez mais importantes para o aprendizado e comportamento. O coeficiente de inteligência, o famoso QI, passou de astro a coadjuvante dando lugar ao QE, coeficiente emocional, no quesito inteligência.

Aprender a controlar e monitorar as emoções é fundamental para o sucesso não só no contexto escolar como na própria vida. Este aprendizado se inicia na primeira infância e vai se tornando mais estável ao longo do desenvolvimento. O importante é saber que o “autocontrole” precisa ser desenvolvido, estimulado e treinado durante a infância, para que possa se manifestar em sua plenitude na fase adulta.

O cérebro nasce pronto para explorar e aprender tudo a sua volta. As diversas formas de comportamento de um indivíduo são influenciadas pelas memórias dos acontecimentos. O cérebro aprende através de mecanismos emocionais que  funcionam como “cola” para a memória. Portanto, o conteúdo emocional da informação é determinante para ser lembrado ou esquecido no futuro.

Educar é um desafio porque implica na consciência de nossos próprios atos e comportamentos enquanto pais. As palavras tem menos impacto do que as atitudes e emoções envolvidas nas relações pais-filhos ou professores-alunos. O medo e a ansiedade não são “boas professoras”, uma vez que desencadeiam processos químicos no cérebro que bloqueiam a motivação e embotam os sentidos, impedindo o aprendizado.

Os circuitos cerebrais relacionados à cognição e emoção são variados. Citamos os neurônios-espelho, por exemplo, capazes de sentir, por imitação, aquilo que vê os outros sentindo (empatia). Quando você vê alguém sorrindo, os seus neurônios-espelho provocam contrações musculares necessárias para que você imite, ou espelhe, a expressão da pessoa. O interessante é que você é realmente contaminado pelas emoções do outro, pelo fato dessa “imitação” ativar as mesmas áreas do cérebro que são acionadas quando nós mesmos sorrimos!. Na hora de aprender o bem estar e a motivação são essenciais…é sorrindo que se aprende!

Emoções e sentimentos são muito contraditórios e subjetivos no universo infantil, cabe aos pais a tarefa de decifrá-los. Ao mesmo tempo que amam seus pais, as crianças sentem raiva e ódio quando são contrariadas ou sentem vontade de “matar” o próprio irmãozinho, implicante, mas fofinho e adorável!

Entender os sentimentos é o primeiro passo em direção ao “autocontrole”. Lidar com situações frustrantes, conflitantes ou ameaçadoras não é fácil. No entanto, se a criança tiver a possibilidade de aprender alternativas para minimizar sentimentos negativos, através de vivência e experiências em situações similares, elas poderão administrá-las com mais facilidade e equilíbrio. Portanto, certa dose de frustração é uma boa forma de aprendizado, ensaiando realidades que, inevitavelmente, envolvem tanto prazeres quanto frustrações.

As emoções são contagiosas! Estimule seus filhos a ver filmes alegres e divertidos, brinque mais, sorria mais!!!