O aumento desenfreado dos deslocamentos motorizados individuais é o maior desafio da mobilidade urbana. A opção pelo automóvel levou à paralisia do trânsito, poluição, desperdício de tempo e recursos, sedentarismo, stress, doenças cardiorrespiratórias e piorou muito a qualidade de vida nas cidades. Segundo o World Resources Institute (WRI), aproximadamente metade dos deslocamentos urbanos diários realizados tem como destino ou origem o local de trabalho.

Mas as empresas podem ajudar a desatar o nó da mobilidade urbana; essas fazem parte do problema, mas podem ser parte da solução. Foi pensando nisso que a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – SOBRATT, com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH e do Mobilize Brasil, tomou a iniciativa de lançar uma Cartilha de orientação para implantação do Teletrabalho e Home Office, a fim de prover orientação estratégica e segura para uma ágil implantação do Teletrabalho, home-office ou trabalho à distância.

 Para conhecer a cartilha, clique aqui.

A Cartilha não é um Manual de Implementação do Teletrabalho completo, mas um guia de orientação às empresas para sua rápida adoção em caráter contingencial, visando originalmente a melhorar a mobilidade urbana por ocasião dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – cidade que terá nesse período um acréscimo sensível no número de viagens motorizadas e, possivelmente, grande sobrecarga no sistema de transporte público. Entretanto, esta Cartilha pode ser utilizada também em outras circunstâncias como um Guia Simplificado de Teletrabalho.

A disseminação dos conceitos da Cartilha – e dos múltiplos benefícios para as empresas, empregados e o meio ambiente urbano e planetário – pode induzir uma mudança na atitude de muitos gestores, ainda desinformados em relação ao Teletrabalho. Uma parcela significativa dos deslocamentos corporativos – apenas os desnecessários – pode e deve ser evitada pelo uso das hoje acessíveis e confiáveis tecnologias de informação e comunicação – TICs. Afinal, milhões de trabalhadores perdem duas, três, até seis horas por dia para ir e voltar aos seus locais de trabalho; chegam ali – por vezes já cansados – ligam computadores e passam a trabalhar nos servidores remotos, telefones e sistemas de teleconferência.

Fonte: https://viradadamobilidade.com.br/