Por ter criado plataformas de informação aos usuários e de participação pública para promover soluções para a mobilidade urbana, a cidade de São Paulo foi agraciada com o prêmio 2014 Enterprising City/State MobiPrize, criado em 2012 pela Universidade de Michigan (USA) para homenagear  empreendedores e governos que apoiam iniciativas inovadoras para melhorar a qualidade de vida nas cidades através da mobilidade sustentável.

O prêmio foi dado ao município por conta da criação do Laboratório de Mobilidade (MobiLab) pela Secretaria de Transportes, que está fundado nos princípios de inovação, transparência e participação pública, com o objetivo de melhorar a gestão da mobilidade através da disponibilização de dados e criação de soluções participativas. No Laboratório, grupos de programadores colaboram com ideias sobre softwares para disseminar as informações sobre mobilidade urbana disponibilizadas pela Secretaria de Transportes.  Um dos benefícios observados atualmente é a existência de diversos aplicativos que fornecem informações em tempo real sobre o tráfego, permitindo que o usuário tenha ciência das condições de mobilidade na cidade.

O município também promoveu a participação popular através da criação de uma plataforma de crowdsourcing (processo que permite a produção de conteúdo conjunta na rede) para a revisão do Plano Diretor, onde os cidadãos puderam contribuir através de críticas e sugestões. Segundo a prefeitura, foi um dos maiores processos de planejamento participativo da história da cidade, contando com 114 audiências públicas, 25.692 participantes e 10.147 contribuições.

Além da inovação e do empreendedorismo, São Paulo avançou também em outras áreas com relação à mobilidade urbana sustentável. Desde o começo de 2013, a prefeitura implementou 344 km de corredores de ônibus, superando a meta inicial de 220 km; desde junho de 2014, mais de 16 km de ciclovias foram implementados. E ainda, o Plano Diretor prioriza o desenvolvimento orientado para o trânsito, o adensamento de eixos de transporte público e limitação no número de vagas em prédios a serem construídos próximos aos eixos de mobilidade.

Por fim, mesmo após essas ações agressivas para promover a mobilidade sustentável, São Paulo ainda pode melhorar. Em 2013 os congestionamentos custaram à região metropolitana mais de 69 bilhões de reais, o que equivale a 7,8% do PIB metropolitano. A cidade deve continuar a investir em projetos que adotem a cultura do planejamento participativo e transparente para obter melhores resultados.