De Revista Exame

Aterosclerose coronariana pode ter ligação direta com a poluição do ar

São Paulo – A China precisa rever os níveis de dióxido de nitrogênio que são permitidos existirem no ar. É o que indicam os resultados de uma nova pesquisa da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a poluição do ar no país possui efeitos consideráveis sobre a aterosclerose coronariana, doença cardiovascular que altera funções arteriais e reduz o fluxo sanguíneo no corpo humano.

O estudo foi realizado com 8.867 adultos chineses que tem entre 25 e 92 anos. Embora estudos parecidos tenham sido feitos nos Estados Unidos e na Europa, esse é o primeiro a investigar a conexão direta entre a poluição do ar e o cálcio na artéria coronária na China. Recentemente, o país passou a se preocupar em reduzir os altos níveis de poluição existentes em algumas regiões, como no Norte.

Meng Wang, um dos nomes envolvidos na pesquisa, é professor-assistente de saúde ambiental na Escola de Saúde Pública da Universidade e diz que o estudo fornece dados importantes para compreender os efeitos dos poluentes globalmente. “Este estudo pode fornecer evidências de que a aterosclerose coronariana é uma via patológica pela qual a exposição à poluição do ar aumenta o risco de morte por doença cardíaca coronária. A aterosclerose é um processo ao longo da vida. Como tal, os efeitos da exposição à poluição do ar na aterosclerose são provavelmente crônicos”, disse , em nota, Wang.

Ao estabelecer uma relação entre a poluição e a condição de saúde, é possível fornecer uma chance para que as instituições controlem a exposição das pessoas diante da poluição antes que ela se torne mais prejudicial à saúde.

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