O caderno Negócios Sustentáveis do jornal Valor Econômico desta quarta-feira, 23 de janeiro, levantou o debate sobre um tema pouco conhecido na atualidade, mas que atinge milhões de pessoas em todo o mundo: a poluição do ar em ambientes internos.

Segundo relatório desenvolvido pela Aliança Global para Fogões Limpos, cerca de 10,2% da população brasileira ainda depende do uso de lenha para cozinhar, o que acaba por acarretar no surgimento de problemas respiratórios para 23 milhões de brasileiros, principalmente no interior do país, e na morte de 10 mil anualmente.

No mundo todo, a poluição do ar causada pela queima de biomassa para cozinhar no interior das casas é responsável pela morte de 1,6 milhão de pessoas (2/3 de crianças) por pneumonia, doença respiratória crônica e câncer de pulmão. (WHO, 2011).

Os efeitos da queima de biomassa em locais fechados podem ser até mais impactantes a saúde do homem do que a poluição do ar em grandes cidades, relata a diretora presidente do Instituto, Evangelina Vormittag, em entrevista para o jornal. A poluição em ambientes internos é a quarta causa de mortalidade em países em desenvolvimento, gerando impacto de 3,7%, estando à sua frente apenas desnutrição, sexo inseguro e falta de água potável e saneamento.

Foi estimado que um programa de 10 anos na Índia, objetivando a instalação de 150 milhões de fogões de biomassa com baixa emissão em substituição dos atuais fogões a lenha ou fogueiras a céu aberto, evitaria a morte prematura de 2 milhões de pessoas (WILKINSON, 2009).

Segundo Vormittag, entre algumas das doenças mais comuns nestes casos, estão as obstrutivas pulmonares crônicas, tuberculose, enfisema pulmonar e até mesmo câncer, doenças cardíacas e oculares.

Para conferir a reportagem na íntegra, acesse o link:

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517140-queima-domestica-e-problema-para-a-saude-publica

The Sustainable Business area in Valor Economico newspaper this Wednesday, January 23, raised the debate on an unfamiliar subject nowadays, but that affects millions of people around the world: the air pollution indoors.

According to a report developed by the Global Alliance for Clean Cookstoves, about 10.2% of the population still depends on the use of firewood for cooking, which ultimately lead to the emergence of respiratory problems for 23 million Brazilians, especially in the countryside, and in the death of 10 000 of them annually.

Worldwide, air pollution caused by burning biomass for cooking inside the houses is responsible for the deaths of 1.6 million people (2/3 children) for pneumonia, chronic respiratory disease and lung cancer. (WHO, 2011).

The effects of biomass burning indoors can be even more impacting for human health than the air pollution in large cities, says the Executive Director of the Institute, Evangelina Vormittag, in an interview for the newspaper. The indoor pollution is the fourth leading cause of mortality in developing countries, generating impact of 3.7%, and it is ahead just from malnutrition, unsafe sex and lack of safe water and sanitation.

It has been estimated that a 10-year program in India, aiming to install 150 million biomass stoves with low emissions to replace the current wood stoves or open fires would prevent premature death of 2 million people (WILKINSON, 2009 ).

According to Vormittag, among some of the most common diseases in these cases are the obstructive pulmonary diseases, tuberculosis, emphysema and even lung cancer, heart and eye disease.

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