A poluição do ar no município de São Paulo atingiu níveis duas vezes superiores ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O levantamento da OMS realizado em 91 países avalia partículas PM 2,5, as menores e com o maior potencial de afetar diretamente os pulmões.

De acordo com a OMS, o limite de PM 2,5 por metro cúbico em uma cidade deve ser de no máximo 10 microgramas para que a qualidade do ar esteja boa para a saúde humana. Qualquer valor acima representa riscos para a saúde, e em São Paulo a média passa de 20  microgramas.

A estação de medição da Cidade Universitária foi a que teve os menores índices de São Paulo, com média anual de 15 microgramas de MP 2,5 por metro cúbico. Pinheiros registrou uma taxa de 18; Congonhas, de 20; Parelheiros, de 22; e a Marginal do Tietê, na altura da Ponte dos Remédios, de 27.

A OMS também afirma que mais de 7 milhões de cidadãos morrem anualmente por contaminação do ar. Apenas 12% da população mundial reside em cidades com boa qualidade do ar, e mais de 50% habita locais onde os índices ultrapassam o dobro do aceitável.

As pesquisas apontam que uma a cada oito mortes no mundo decorre de exposição a ambientes contaminados.

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Estadão/Planeta