O lançamento do livro Meio Ambiente e Saúde: o Desafio das Metrópoles aconteceu no dia 23 de novembro, na livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. O sucesso foi tão grande que o número de interessados em assistir a programação da noite superou a capacidade do teatro da livraria que é de 150 lugares.

Evangelina Vormittag, diretora presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, coordenadora e autora do livro, abriu o evento ressaltando a alegria de concluir mais uma importante etapa do projeto Observatório de Sustentabilidade Urbana para a Megalópole de São Paulo – Foco em Saúde. “A publicação do livro Meio Ambiente e Saúde: o Desafio das Metrópoles vai ao encontro da missão do Instituto de disseminar informação em saúde e sustentabilidade. Estamos fechando o biênio com chave de ouro e de fato contribuindo para uma sociedade mais saudável e mais sustentável” disse Evangelina.

Dando seguimento ao evento, o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, falou aos presentes. Como médico e Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge tem contribuído para trazer a saúde do homem para o centro das discussões de políticas públicas ambientais. Ele prefaciou o livro, escrevendo extraordinário texto: “Nossa casa, nossa cidade, nosso planeta.” Eduardo falou bastante sobre a importância das atitudes diárias de cada um, citando como exemplo prático, entre vários outros, o do uso de sacolas plásticas. O resultado pôde ser visto imediatamente, pois as pessoas que compraram o livro recusaram a sacola oferecida pela livraria.

O Dr. Paulo Saldiva, professor titular de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, coordenador e autor do livro, presenteou os ouvintes com a palestra “O homem e a questão ambiental: vilão ou vítima?”. Ele enfatizou o homem como o ser esquecido na questão ambiental. Saldiva falou também sobre a importância de buscarmos soluções reais para os problemas das cidades ao invés de simplesmente querermos eliminar os problemas. “Por exemplo, em São Paulo foram instalados semáforos especiais para facilitar a travessia dos cegos nas ruas. Os motoristas dos carros não conheciam o sistema e não respeitavam o farol, resultando em atropelamentos de portadores de deficiência visual. Ao invés de educar os motoristas sobre o funcionamento do farol, a atitude da cidade frente a este problema foi retirar todos os semáforos especiais impedindo os cegos de atravessarem a rua com independência”.

Representado a classe médica, Dr. Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) ressaltou a importância do livro para os médicos.

Alguns autores deram seus depoimentos sobre a relevância da publicação como um todo e do importante desafio de escreverem um capítulo de forma interdisciplinar em particular. Ao final todos reconheceram o grande feito do Instituto ao publicar uma obra complexa de qualidade em tempo recorde. “Reunimos autores renomados de formações diversas em torno de um único assunto e reunimos patrocinadores e apoiadores também interessados na mesma causa para viabilizar o trabalho. O resultado pode ser visto por todos nesta noite e esperamos que alcance muitas pessoas” disse Laís Fajersztajn, funcionária do Instituto.