Em 2009, foi aprovada a Lei de Mudanças Climáticas. Entre outros benefícios ao meio ambiente, essa lei determina que toda a frota de ônibus da cidade de SP deveria usar combustíveis não-fósseis até 2018.
 
Passados oito anos, sem que as empresas de transporte ou as diferentes gestões da prefeitura tomassem qualquer providência para adequar a frota àquilo que determina a lei, o vereador e presidente da câmara Milton Leite resolve propor um novo projeto de lei que inicialmente estenderia em 20 anos o prazo para essa adequação.
 
Além de ir na contramão das medidas adotadas nas principais cidades do mundo e das recomendações da própria ONU, essa mudança pode impactar a saúde de milhões de paulistanos. A poluição do ar em SP será responsável por mais de 95 mil mortes e pode custar quase R$ 38 bilhões aos cofres públicos até 2037.
 
O projeto original foi substituído por um que continua adiando em 10 anos a transição. O substitutivo foi aprovado na primeira Comissão e deve seguir a qualquer momento à votação em plenário.
 
Um estudo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em parceria com o Greenpeace já apontou que a substituição dos combustíveis dos ônibus municipais pode salvar milhares de vidas. Os resultados da pesquisa apontam que a simples adoção de combustíveis renováveis na frota municipal de ônibus pode evitar 12.700 mortes até 2050.
 
Diversas organizações da sociedade civil estão promovendo uma mobilização com o intuito de conseguir o arquivamento do projeto.