Em 1941, o austríaco Stefan Zweig lançou o livro “Brasil, um país do futuro”, dando sobrenome ao país e fazendo apostas otimistas. O escritor pisou em terras nacionais em 1940, no Rio de Janeiro, e se exaltou com o potencial do território, destacando a riqueza natural e a vivacidade dos brasileiros. Mais de meio século depois, a jornalista Miriam Leitão, em agosto de 2015, publicou o livro “História do Futuro”, da Editora Intrínseca, desta vez fazendo análises mais profundas sobre projeções em diversos setores. O cenário de crise, diferente do começo de industrialização da década de 40, fez com que a Miriam apontasse medidas atuais e suas consequências.

Em 12 capítulos, temas como demografia, educação, economia, classe média, política, energia, agricultura, tecnologia, urbanismo foram abordados.  No âmbito da saúde, um dos assuntos mencionados foi a qualidade do ar e como o Ministério da Saúde pode tomar medidas para combater a poluição. Os estudos feitos pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade com o professor Paulo Saldiva, sobre o impacto da poluição na saúde humana e a projeção de gastos públicos com o tratamento de doenças respiratórias e cardíacas foram usados como fonte para a publicação. Confira abaixo o trecho do livro que faz referência ao Instituto Saúde e Sustentabilidade, e à sua diretora e fundadora, Evangelina Vormittag:

“Em outro estudo, Saldiva e as professoras Evangelina Vormittag e Cristina Rodrigues projetam o impacto de má qualidade do ar em São Paulo, de 2012 a 2030, em um cenário de queda de 5% da poluição atmosférica. Mesmo melhorando – ao invés de piorar, como tem sido a tendência geral -, serão, até 2030, 250 mil mortes e 1 milhão de internações na capital paulista, e um gasto de R$ 1,5 bilhão. Os autores alertam que a magnitude dos dados releva que são necessárias ‘medidas mais rigorosas de controle da poluição do ar e formas alternativas de energia limpa. ’”

Segundo a autora, é preciso entender a relação entre áreas diferentes e, no caso da saúde, considerá-la uma política de Estado e entrelaçar diversas ações para aumentar investimentos com prevenção de internações.