Procuradores apontam “omissão criminosa” dos denunciados e “ganancia desmedida das empresas por lucro” no maior desastre socioambiental da história do país.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou a Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR e mais 22 pessoas como responsáveis pela tragédia ocorrida com o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais. 21 destas pessoas responderão por homicídio qualificado com dolo eventual, quando se assume o risco de cometer o crime.

Dentre os denunciados da Samarco estão o diretor-presidente, Ricardo Vescovi; o diretor de Operações e Infraestrutura, Kleber Luiz de Mendonça Terra; 3 gerentes operacionais; 11 integrantes do Conselho de Administração e representantes do conselho da empresa por indicação da BHP e Vale. Segundo oa procuradores da República José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhós e Eduardo Santos de Oliveira, os acusados, “de forma consciente, realizaram uma série de ações e omissões que levaram ao rompimento da barragem”.

Os acusados poderão ir a júri popular e, se condenados, terão penas de prisão de que podem ir até 54 anos, além de pagamento de multa, de reparação dos danos ao meio ambiente e daqueles causados às vítimas.

O acidente ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando o rompimento da barragem destruiu o distrito de Bento Rodrigues e levou rejeitos para mais de 40 cidades em Minas Gerais e Espírito Santo. Foram 19 mortes neste que é considerado o maior desastre ambiental do país.

Informações completas em: G1