Neste mês de Maio de 2015, a edição da Lancet Respiratory Medicine, Vol. 3, publicou uma reportagem no Caderno Country in Focus, sobre os progressos e mudanças na saúde respiratória do Brasil.

Atualmente no país as doenças respiratórias continuam a ser um problema de saúde pública – são causa líder entre as crianças até 5 anos. Em 2006 a OMS relatou que o Brasil ocupava a sétima posição dentre países com mais casos de pneumonia infantil, com 4 milhões de casos por ano. Entretanto, de acordo como o Ministério da Saúde, a mortalidade por doenças respiratórias tem diminuído nos últimos dez anos.

Avanços científicos também são retratados no artigo, como o desenvolvimento, por uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, de aparelhos para o aumento da sobrevida de pacientes com respiração artificial em unidades de tratamento intensivas e a investigação, pelo Instituto Butantan, da concepção de uma vacina para doenças respiratórias.

A reportagem assinala ainda que há sim alguns progressos relacionados à prevenção de doenças respiratórias e no aumento das medidas de controle da poluição, essas principalmente em São Paulo, mas que esses são muito pequenos se comparados aos avanços ocorridos nos EUA e Europa, por exemplo.

Descreve, portanto, que alguns antigos problemas no Brasil permanecem: a incidência de asma está aumentando e, atualmente, a prevalência de asma em crianças é de 23,3% e de 22,7% em adolescentes. Além disso, a prevalência de rinite e rinoconjutivite também aumentaram entre 2003 e 2012. Quanto à tuberculose, houve uma melhora na proporção de pacientes curados de 68% em 2002 para 75% em 2011, entretanto essa porcentagem ainda está abaixo da taxa de 85% estabelecida pela OMS em 2015.

O artigo aponta também a necessidade de políticas públicas mais assertivas de controle da poluição atmosférica em prol da saúde pública e salienta a atuação do Instituto Saúde e Sustentabilidade nesse sentido. Versa sobre estudo desenvolvido pelo Saúde e Sustentabilidade sobre o Monitoramento da Qualidade do Ar nas cidades brasileiras – onde descreve algumas falhas e obstáculos na realização desse monitoramento – bem como outras pesquisas e ações que a organização tem realizado junto às instituições públicas a fim de subsidiar argumentos para melhoria na legislação federal de qualidade do ar.

Confira aqui a matéria na íntegra!

 

Imagem: Adam Hester/Corbis