A abertura do Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, em São Paulo, aos sábados e domingos para pedestres e ciclistas tem repercutido para além do território nacional, virando assunto no jornal francês Le Monde, com a matéria “A Sao Paulo, le temps de la voiture reine est révolu” (traduzida como “Em São Paulo, o tempo do carro reinante é revolucionado”) . Na sexta-feira (16), a repórter Claire Gatinois contou a história da via expressa e de sua transformação, aos finais de semana, em uma atração pública na cidade de São Paulo.

O Instituto Saúde e Sustentabilidade participou da matéria para fornecer dados sobre a poluição da capital, além de contextualizar o Minhocão como produto de uma cultura e de uma época que estimulou o uso de carros na maior cidade do país. A diretora e fundadora do Instituto, Evangelina Vormittag reforçou dizendo: “Ainda temos uma cultura do uso de carros em São Paulo. O transporte público não funciona como deveria, e as linhas de trem e metrô são escassas. ”

Os entrevistados dividiam suas opiniões quanto à utilidade da construção e o fim que deve ser dado a ela. Para o artista Athos Colomatti e para o arquiteto Marcio Kogan, a via deveria virar um parque semelhante à High Line em Nova York. Enquanto isso, Francisco Machado chama a obra de “cicatriz de São Paulo”, e sente o efeito do fluxo de 70.000 carros que utilizam o Elevado a cinco metros de distância de sua janela. Para ele, o Minhocão deve ser demolido.

Para conferir mais detalhes da matéria, em francês, acesse o link.