Em setembro, mês de transição do período seco para o chuvoso na Amazônia, dois aviões dedicados à pesquisa – um dos Estados Unidos e outro da Alemanha, acompanharão diariamente as medidas de poluição da região provinda das cidades do entorno e das queimadas. A iniciativa faz parte de uma campanha científica internacional que tem como objetivo avaliar o impacto da poluição atmosférica no ciclo de vida das nuvens, na formação de tempestades, no balanço da radiação e no clima da região amazônica.

Os voos acontecem em diferentes situações climáticas, como com o céu limpo, com fumaça e com diferentes tipos de nuvens. O avião alemão faz voos de longa distância, buscando mensurar o impacto das grandes áreas desflorestadas e das queimadas na dinâmica das nuvens.

A campanha científica está sendo apoiada por instituições brasileiras e estrangeiras, como: Agência Espacial Brasileira (AEB), Agência Espacial da Alemanha (DLR), Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, INPE, INPA, DCTA, USP, UEA, Instituto Max Planck, Universidade de Leipzig, FAPESP e FAPEAM.

Os estudiosos pretendem entender melhor como os aerossóis orgânicos e os gerados a partir da poluição urbana, aliados aos fluxos da superfície, influenciam no ciclo de vida das nuvens de chuva características da região amazônica. Espera-se que a melhor compreensão destes processos químicos e físicos na atmosfera tragam avanços à modelagem do clima na região e de cenários mundiais de mudanças climáticas. Além disso, também será possível entender como a urbanização e o desmatamento impactam no regime de chuvas da Amazônia.

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