Por Greenpeace

Entre lembranças e a indignação de quem ainda sofre os efeitos da destruição pela lama, Seminário Rio de Gente apresentou estudos que revelam a dimensão dos impactos ambientais e sociais na bacia do Rio Doce

Painel discute impactos sociais sobre os atingidos Fotos: Julia Moraes / Greenpeace

Painel discute impactos sociais sobre os atingidos Fotos: Julia Moraes / Greenpeace

No centenário Hotel Providência, antigo seminário de freiras e internato de moças que recebeu os desabrigados pela lama da mineradora Samarco logo após o rompimento da barragem de Fundão, pesquisadores, ambientalistas, estudantes, lideranças comunitárias e alguns dos atingidos se reuniram para discutir a dimensão dos impactos causados pelo desastre, um ano atrás.

O Seminário Rio de Gente, realizado nos dias 31/10 e 1/11, apresentou as primeiras avaliações dos estudos independentes que foram financiados com recursos de doações obtidos com shows beneficentes um mês após a tragédia. Pesquisadores de universidades e institutos brasileiros vêm analisando o tamanho dos danos ambientais e sociais nas áreas de água, flora, fauna, saúde e direitos dos atingidos a partir de expedições à região para coletar dados e amostras.

Os estudos vieram suprir a carência por parte das comunidades de dados oficiais que ou não existem ou não são divulgados pelo poder público. E o que se pôde constatar são implicações profundas, abrangentes e de longo prazo não só para a natureza, mas para a vida das pessoas. Não bastasse quem perdeu tudo no rompimento da barragem, a lama de rejeitos continua a fazer estragos e a impor sofrimento.

Leia reportagem completa em: Blog do Greenpeace

Mais informações:

Folha Vitória – Um ano após tragédia, seminário em Mariana reúne pesquisadores que atuam na bacia do Rio Doce

TV Cultura – Seminário Rio da Gente – Como recuperar o Rio Doce