Dezembro Laranja é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de pele. Neste período, dermatologistas e demais profissionais da saúde reforçam a importância da prevenção e diagnóstico da doença, além de esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. Com isso, a médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio,  Renata Sitonio, esclarece os mitos e verdades mais comuns sobre o câncer de pele. Confira:

Nos dias nublados, não há necessidade de usar filtro solar

Mito. Mesmo nesses dias, ocorre a radiação Ultravioleta. Ela danifica o DNA das células da pele, predispondo ao câncer de pele. Estações mais frias também oferecem riscos, diferente do que alguns acreditam. Portanto, o uso do protetor solar é imprescindível e deve ser diário.

Pessoas com olhos e cabelos claros têm mais chances de ter câncer de pele

Verdade. Por ter menos proteção pela melanina, as pessoas claras estão mais sujeitas a ter câncer de pele. Em dias de exposição solar, é recomendado que, além do protetor solar, também use acessórios para proteção, como chapéus e óculos de sol.

Cicatriz de queimadura pode se tornar câncer de pele

Verdade. É uma ocorrência rara, mas em grandes cicatrizes pode-se ter a formação de câncer de pele. Por isso, se houver alguma mudança da pele da cicatriz, procure um dermatologista.

Áreas não expostas ao sol não estão sujeitas ao surgimento do câncer de pele

Mito. O câncer de pele tipo melanoma, por exemplo, tem um fator genético muito importante e pode surgir também em locais como nádegas, palmas e plantas, unhas e até nos olhos. Isso pode ser determinado por fatores genéticos de cada indivíduo.

Pessoas de pele negra não têm câncer de pele

Mito. Apesar de mais resistente, a pele negra não está imune aos efeitos da radiação UV. Além disso, um estudo apresentado no XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica revelou que as pessoas de pele negra podem desenvolver com maior intensidade a forma mais grave do câncer de pele, o melanoma nos pés, mãos, braços e pernas. Esse tipo de câncer é o menos frequente entre os melanomas (de 2% a 8% dos casos), no entanto, é o mais comum entre pessoas de pele negra.

Quem possui muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele corre mais riscos

Verdade. Existem sim fatores genéticos que podem determinar a maior ou menor predisposição ao câncer de pele. Quanto às pintas, é importante considerar aspectos como quantidade, alterações na cor e formato ou se doem ou coçam, pois elas também podem ser indícios de câncer de pele.

O protetor solar é a única forma de prevenção

MITO. Apesar de ser o principal fator de proteção, o filtro solar deve ser aliado a outros cuidados, como o uso de acessórios de proteção, moderação na exposição solar a fim de evitar queimaduras e também por meio do autoexame. Uma dica para o autoexame é aplicar o método ABCDE (diferença na Assimetria, com Bordas desiguais, Coloridas, Diâmetro maiores que 5 mm, que Evoluem rapidamente de forma, espessura, tamanho e cor, são indicativos da doença).

Renata Sitonio é Médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio, em São Paulo, e médica colaboradora no ambulatório de cosmiatria do Hospital do Servidor Público Municipal. Graduada pela Universidade Federal da Paraíba, Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Dermatologia no Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD – e regional de São Paulo e Coautora do livro IPCA sobre técnicas cirúrgicas com agulhas. Mais informações: www.clinicasitonio.com.br.