A China iniciou o ano de 2013 com um alerta para que a população permanecesse em casa e evitasse a realização de atividade física ao ar livre. Isso devido a uma densa e prejudicial camada de poluição atmosférica que cobriu mais de 12 províncias no país, e acarretou no fechamento de 11 grandes rodovias e diversos aeroportos.

As condições meteorológicas adversas fizeram com que a dispersão natural das substâncias poluentes na atmosfera não ocorresse normalmente, resultando na estagnação da camada contaminante sob as cidades durante várias semanas. A agência de comunicação oficial do país, a “Xinhua”, advertiu aos moradores que usassem máscaras ao saírem de casa, principalmente, os cidadãos do norte, onde era maior a concentração de poluentes.

Devido ao consumo excessivo de carvão, e também a alta concentração de veículos automotores nas cidades chinesas, a qualidade do ar no país é considerada uma das piores do mundo. De acordo com o Centro de Alertas Ambientais de Pequim, em janeiro de 2013, a atmosfera no território chinês estava “severamente prejudicial e perigosa”, apresentando uma concentração de 456 microgramas de PM2,5 por metro cúbico de ar diariamente, quase vinte vezes maior que o nível aceitado pela Organização Mundial da Saúde (25 μg/m3 para média diária).

PM2,5 é a abreviação de material particulado com diâmetro menor que 2,5 µm, ou seja, partículas poluidoras pequenas o suficiente para penetrar nas porções mais inferiores do trato respiratório e ocasionar diversas doenças.

Segundo a embaixada dos Estados Unidos – que coleta dados de poluição na China há anos – a capital chinesa chegou a apresentar em alguns períodos um índice de 800 microgramas de PM2,5 por metro cúbico de ar.

De acordo com informações do G1 Natureza, “No ano passado, Pequim considerou ilegal que embaixadas estrangeiras fizessem suas próprias análises da qualidade do ar, mas os Estados Unidos afirmaram que sua missão diplomática na China não iria parar de tuitar os níveis de qualidade do ar, pois a análise seria útil para os cidadãos americanos que vivem no país.”

Conforme dados fornecidos pela OMS, a exposição crônica a essas partículas contribui para o risco de doenças cardiovasculares e respiratórias, inclusive câncer de pulmão. A mortalidade em cidades com altos níveis de material particulado, se comparadas a cidades consideradas “limpas”, aumenta de 15 a 20%. Um exemplo disso consiste em que, na União Europeia, a expectativa de vida média é de 8,6 meses menor devido à exposição à PM2,5 produzido por atividades humanas (OMS, 2013).

Para mais informações, acesse:

G1 Natureza – Poluição:

http://g1.globo.com/natureza/poluicao/

WHO – World Health Organization – Air Pollution:

http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs313/en/index.html

China began 2013 with a warning for all citizens to remain at home and avoid physical activity outdoors. This is due to a dense layer of harmful air pollution that covered more than 12 provinces in the country, and resulted in the closure of 11 major highways and several airports.

The adverse weather conditions changed the natural dispersal of pollutants in the atmosphere, resulting in stagnation of the contaminant layer in the cities for several weeks. China’s main communication agency, “Xinhua,” warned the citizens to wear masks when they leave home, especially the ones of the north, where it was the largest concentration of pollutants.

Due to excessive consumption of coal, and also due to the high concentration of vehicles in Chinese cities, the air quality in the country is considered the worst in the planet. According to Beijing Center of Environmental Alerts, in January 2013, the atmosphere in the Chinese territory was “severely damaging and dangerous” with a concentration of 456 micrograms of PM2,5 per cubic meter of air every day, almost twenty times higher than the level accepted by the World Health Organization (25 μg/m3  daily) .

PM2,5 is an abbreviation of particulate matter with a diameter smaller than 2.5 micrometers, in other words, the polluting particles are small enough to penetrate the lowermost portions of the respiratory tract and causes several diseases.

According to the U.S. embassy – that collects pollution data in China for years now – the Chinese capital presented in some periods a rate of 800 micrograms of PM 2.5 per cubic meter of air.

According to information from the G1 Nature, “Last year, Beijing considered illegal for foreign embassies to make their own analyzes of air quality, but the United States said its diplomatic mission in   China  would not stop tweeting levels of air quality, because the analysis would be useful for American citizens who live in the country. “

World Health Organization  stated that the chronic exposure to these particles contributes to the risk of cardiovascular and respiratory diseases, including lung cancer. The mortality in cities with high levels of particulate matter, compared to cities considered “Clean”, increases from 15 to 20%. One example is that, in the European Union, the average life expectancy is 8.6 months lower due to exposure to PM 2.5 produzid by human activities (WHO, 2013).

For more information, visit:

G1 Nature – Pollutions:

http://g1.globo.com/natureza/poluicao/

WHO – World Health Organization – Air Pollution:

http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs313/en/index.html