A poluição atmosférica em diversas cidades chinesas tem chegado a níveis alarmantes. Segundo dados divulgados pelo Ministério de Proteção Ambiental chinês, todas as 74 cidades estudadas pelo governo ano passado apresentaram níveis de poluição acima das recomendações da Organização Mundial de Saúde. Em Beijing, a poluição por material particulado fino (MP2,5) em um dia chegou a alarmantes 568,6 μg/m3, mais de 20 vezes acima do padrão diário estabelecido pela OMS.

Chineses utilizando máscaras para caminhar pelas ruas, na cidade de Harbin. (Kyodo News)

Frente à situação crítica, o país tem dado alguns passos rumo à diminuição de sua poluição atmosférica, que é atribuída principalmente à sua matriz energética predominantemente baseada na queima de combustíveis fósseis. Em março deste ano, o Ministro de Proteção Ambiental Li Keqiang “declarou guerra” à poluição atmosférica através do estabelecimento de planos com aporte de 275 milhões de dólares para reduzir a poluição entre 2013 e 2017.
Na cidade de Taiyuan, medidas radicais de redução da poluição atmosférica, como o fechamento imediato de empresas altamente poluentes, produziram bons resultados em termos de saúde e gastos públicos. Segundo uma pesquisa desenvolvida em parceria firmada por três universidades, a redução da poluição por material particulado inalável (MP10) de 196 para 89 μg/m3 entre 2001 e 2010 está associada à redução de 2.810 mortes prematuras, 31.810 internações, 141.457 consultas ambulatoriais, 969 atendimentos em pronto socorro e de 951 casos de bronquite. Tudo isso resultando em uma economia de 621 milhões de dólares em internações por parte do governo.
Por ser um país autoritário, as questões ambientais na China ficam dependentes da ação do governo. Segundo Donald Worster, historiador ambiental da Universidade do Kansas, os países que obtiveram sucesso na redução da poluição atmosférica eram sociedades democráticas baseadas em constituição. A maioria das manifestações em prol do meio ambiente é dispersa pelo governo, dificultando assim a exigência por melhores condições ambientais. Apesar desse quadro, Worster diz que o governo chinês tem demonstrado intenções sinceras de fazer progresso na redução da poluição em resposta à crescente frustração da população.

Confira na íntegra:
http://www.latimes.com/world/asia/la-fg-china-la-smog-policy-20140909-story.html#page=1

http://www.asianscientist.com/2014/09/health-medicine/clean-air-halves-health-costs-chinese-city/