O país está passando, nas últimas décadas, por uma transição nutricional caracterizada pela diminuição dos casos de desnutrição e aumento do sobrepeso e da obesidade. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008/2009) realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde mostra que em todas as regiões do país, em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda houve o aumento contínuo e substancial do percentual de pessoas com sobrepeso e obesidade, atingindo 50% e 15% respectivamente da população brasileira.

Há mais crianças e adultos obesos nas localidades urbanas e na região sudeste do Brasil. A explicação está principalmente no padrão de consumo alimentar. Entre os fatores que levam ao aumento de peso ainda na infância, especialistas destacam mudanças no padrão de consumo alimentar – o aumento do consumo de alimentos industrializados, de alto valor calórico, em muitos casos, menos nutritivos e o hábito de refeições fora de casa, além da redução da prática de atividades físicas.

Foram apresentados para consumidores, imagens de alimentos industrializados populares sem e com uma informação nutricional simples. – Foto: Usdagov/Flickr

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), divulgou os resultados locais referentes à pesquisa sobre a rotulagem nutricional de alimentos industrializados, coordenada globalmente pela Consumers International (CI). O método utilizado foi apresentar aos consumidores imagens de alimentos industrializados populares, no caso do Brasil biscoitos “cream cracker”, alternando o modelo de exposição da informação nutricional na embalagem, ora de maneira simples e clara e ora utilizando o formato tradicional.

Em torno de 3 mil consumidores participaram da pesquisa que apontou o Brasil como o pior colocado, contando apenas com 28% de acertos no que diz respeito a avaliação do público em relação aos níveis de nutrientes dos biscoitos. No entanto, quando o mesmo produto continua informações mais claras em destaque na embalagem, no formato do “semáforo nutricional”, a porcentagem de acertos melhorou significativamente, subindo para 84% na identificação de gordura e sal, e 90% na comparação entre produtos.

 “Quanto ao açúcar, no Brasil as indústrias não são obrigadas a declarar o valor desse nutriente no rótulo, o que torna a tarefa de escolher opções saudáveis mais difícil. O quiz não permitiu reproduzir exatamente a análise dos rótulos feita pessoalmente, porém trouxe resultados importantes em relação ao uso e o entendimento do ‘semáforo nutricional’ na embalagem”, explica a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto. (Ciclo Vivo)

Gilberto Freire definiu a fase atual da humanidade como “a civilização do homem sentado.” Diz ele sobre o sedentarismo vicioso e sobre hábitos não saudáveis: “É o grande desafio dos tempos atuais. Um dos dilemas mais momentosos da saúde pública na modernidade”.

 Semáforo Nutricional 

A partir de uma proposta da Agência de Regulação de Alimentos do Reino Unido, foi criado o “semáforo nutricional”, que indica: a cor vermelha para alimentos ricos em açúcar, sal e gordura, amarela para níveis médios e verde para níveis baixos destes itens.

A pesquisa no Brasil

A pesquisa foi realizada no Brasil em parceria com o Idec, e ficou disponível de 22 de abril a 5 de maio no site da instituição. Os resultados obtidos foram:

rotuloquiz Brasileiro não sabe identificar no rótulo os nutrientes dos alimentos industrializados

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* Com informações do Idec e CicloVivo.

In recent decades, the country is going through a nutritional transition characterized by a decrease in cases of malnutrition and an increase of overweight and obesity. The Household Budget Survey (POF 2008/2009) conducted by IBGE in partnership with Brazilian Ministry of Health showed that in all regions of the country, in all age and income brackets groups were a continuous and substantial increase in the percentage of overweight and obesity, reaching 50% and 15% respectively of the population.

There are more obese children and adults in urban locations and in southeastern Brazil. The explanation lies mainly in food consumption. Among the factors that lead to weight gain in infancy, experts point to changes in the pattern of food consumption, like an increase consumption of processed, less nutritious and high-calorie foods, the habit of eating out and the reduction of physical activity.

The Brazilian Institute for Consumer Defense (IDEC), released the results of local research related to nutrition labeling of foods, globally coordinated by Consumers International (CI). The method used was to present consumers with images of processed popular foods, in the case of Brazil biscuits “cream cracker”, toggling the display model of nutrition information on the packaging, sometimes in a simple and clear way and sometimes using the traditional format.

Around 3000 consumers participate in the survey that resulted in Brazil as the last ranked, with only 28% correct answers regarding the assessment of the public in relation to nutrient levels cookies. However, when the same product had clearer information highlighted in packaging, in the form of ‘traffic light nutrition “, the percentage of correct answers improved significantly, rising to 84% in the identification of fat and salt, and 90% when comparing products.

“Regarding to sugar, in Brazil the industries are not required to announce the value of the nutrient on the label, which makes the task of choosing healthy choices more difficult. The quiz didn’t showed exactly the evaluation of labels as done in person, but brought important results regarding the use and understanding of ‘light’ nutrition ‘on the packaging,” explains Ana Paula Bortoletto nutritionist of Idec,. (Ciclo Vivo)

Gilberto Freire defined the current phase of humanity as “the civilization of man sitting.” He says about the sedentary lifestyle and unhealthy habits: “It is the challenge of the times. One of the most momentous dilemmas of public health in modernity.”

Traffic Light Nutrition Labels

Based on a proposal from the UK Food Standards Agency, was created the Traffic Light Nutrition Labels, indicating: the color red for foods high in sugar, salt and fat, yellow for medium levels and green for low levels of these items.

The Research in Brazil

The survey was conducted in Brazil in partnership with Idec, and was available from April 22 to May 5 at their website. The results obtained were:

 rotuloquiz Brasileiro não sabe identificar no rótulo os nutrientes dos alimentos industrializados

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*With informations from Idec and Ciclo Vivo.