Relatório anunciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 30 de junho aponta o Brasil como o 4º país mais lento na redução da mortalidade materna, em um total de 75 países analisados entre os anos 2000 e 2013.

Durante o período, o Brasil apresentou o mesmo desempenho que Madagascar, contando com uma queda anual média de apenas 1,7% na taxa de mortalidade. Em 2013, a cada 100 mil nascimentos, 69 mães morreram em decorrência de complicações no parto. O número é duas vezes maior do que a meta estabelecida nos Objetivos do Milênio.

Isso significa que o risco de uma mãe morrer no Brasil é de 1 em 66, enquanto em países que avançaram na batalha contra a mortalidade é de 1 em 3,4 mil. Porém este ainda é um dado distante da realidade, visto que apenas 11 países conseguiram manter a diminuição da mortalidade a taxas anuais maiores que 5,5%.

O relatório alerta para a necessidade dos países traçarem estratégias para a mudança deste quadro. Dentre os aspectos apontados como essenciais, estão o investimento em melhorias do acesso a métodos contraceptivos, garantia a assistência e o combate a desnutrição.

Conheça aqui a opinião de Evangelina Vormittag, Diretora Executiva do Saúde e Sustentabilidade, sobre mortalidade materna e outros temas relacionados à mulher.

A report announced by the World Health Organization (WHO) on June 30, points Brazil as the 4th country slower in reducing maternal mortality in a total of 75 countries analyzed between 2000 and 2013.

During the period, Brazil had the same performance as Madagascar, with an average annual decline of just 1.7% in the mortality rate. In 2013, every 100 000 births, 69 mothers died from complications in childbirth. The number is two times higher than the target set in the Millennium Development Goals.

This means that the risk of a mother dying in Brazil is 1 in 66, while in countries that achieved the goal, is 1 in 3400. But this is still really far from reality, since only 11 countries were able to maintain the mortality numbers at annual rates greater than 5.5%.

The report warns of the need for countries to build new strategies for changing this scenario. Among the aspects highlighted as essential, it’s possible to point: improvements in access to contraceptive methods, warranty assistance and combat malnutrition.

Get to know the opinion of Evangelina Vormittag, Executive Director of Health and Sustainability Institute, about maternal mortality and other issues related to women.