O que faço pela cidade que quero? A 1ª edição do Inspira São Paulo, realizada no último dia 09 de abril, no Museu da Casa Brasileira, trouxe uma série de 12 palestras com foco em saúde nos grandes centros urbanos.

Especialistas com diversas visões e trajetórias distintas desenvolveram o tema em um ciclo virtuoso de inspirações: de consciência alimentar a espiritualidade; de mobilidade urbana a cidades criativas; de gênero a desafios sociais; de qualidade de vida a espaço público; de arte ao respeito à diferença.

Cada um a sua maneira, teceram um panorama sobre o viver nas cidades e o quanto podemos (todos!) transformá-la na cidade que (todos!) queremos. Ana Beatriz, atriz e co-autora do livro Mude o Seu Falar Que Eu Mudo Meu Ouvir, por exemplo, deu dicas simples de como construir os espaços de forma acessível, que inclua, respeite e contemple as diferenças. Ser mais visual, com letras maiores, usar ícones são pequenas modificações que, segundo ela, facilitam a vida de pessoas com deficiência.

Da mesma forma, Luiz Ballas, cicloativista de Jundiaí, colocou em pauta como uso de bikes, criação das ciclovias e cultura biker contribui para tornar as cidades mais humanas. Já Matheus Oliveria, cozinheiro e repórter gastronômico, fez a conexão que não quer calar: qual a nossa relação como a comida, quando vivemos no ambiente urbano? José Bueno, arquiteto social, levantou reflexões ainda mais profundas, ao falar sobre a relação do corpo e a cidade; a espiritualidade e o sublime.

Todas as falas apontaram, porém, para algo comum: a cidade está doente. O médico especialista em poluição atmosférica, Paulo Saldiva, fez um gol de letra ao comparar todas as estruturas urbanas a um organismo vivo. Evangelina Vormittag, médica e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, complementou a informação com dados alarmantes. O número de mortes por ataque cardíaco, doenças respiratórias, dentre outras, estão diretamente relacionados à vida no ambiente urbano. Mas outras configurações de cidades são possíveis! A futurista e especialista em Economia Criativa Lala Deheinzelin foi enfática ao afirmar que se deslocarmos o nosso olhar para um modo positivo, buscando soluções simples, embasadas em ferramentas de colaboração, compartilhamento, e focarmos no COMO fazer, é sim possível!

Os detalhes de todas as palestras (10 minutos cada) poderão ser conferidos semanalmente no canal do youtube do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Todas as 12 falas (foram gravadas e estarão disponíveis para ver, rever, compartilhar a toda quinta-feira, às 18h30, partir de 23/4, segundo cronograma abaixo:

30/04: Paulo Saldiva, médico especialista em poluição atmosférica.
07/05 Ana Beatriz Pierre Paiva, atriz, co-autora do livro Mude o Seu Falar Que Eu Mudo Meu ouvir.
14/05: Matheus Oliveira da Silva, cozinheiro e repórter gastronômico.
21/05: Luiz Ballas, jovem cicloativista e participante da Bicicletada Jundiaí.
28/05: Evangelina Vormittag, médica e fundadora do Instituto Saúde e Sustentabilidade.
04/05: Otávio Alabarse, psiquiatra e escritor.
11/06: José Bueno, arquiteto social.
18/06: Del Mar Franco, psicóloga, fundadora do Instituto Evoluir.
25/06: Catalina Pagés, filósofa, fundadora do Programa Círculos de Leitura.
02/07: João Figueiró, médico fundador da Instituto Zero a Seis.
09/07: Wellington Neri, artista plástico, agente marginal, idealizador do movimento Imargem.
16/07: Lala Deheinzelin, futurista e especialista em Economia Criativa e Colaborativa.

A primeira edição do Inspira São Paulo foi realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade e pelo Museu da Casa Brasileira, com organização e concepção da Coolradoria, e patrocínio da Abbott.