07/04/2014

Instituto Saúde e Sustentabilidade apresentou pesquisa sobre poluição atmosférica durante audiência pública em Brasília

Diretora do instituto propôs aos órgãos ambientais a melhoria da qualidade do ar e prevenção de mortes por poluentes

Da esquerda para direita, Rudolf de Noronha, gerente de Qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Daniela Buosi, coordenadora- geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, Evangelina Vormittag, Diretora Presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, deputado Adrian Ramos (PMDB-RJ), Carlos Bocuhy presidente do Instituto Brasileiro Proteção Ambiental (PROAM)

Na última quinta-feira, aconteceu na Câmara dos Deputados em Brasília, uma audiência pública que discutiu a saúde, o meio ambiente e os altos índices da poluição atmosférica nas grandes metrópoles. A iniciativa é da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. Na ocasião, a Diretora Presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, apresentou dados da pesquisa, intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo”, divulgada no ano passado. E ainda, chamou a atenção das autoridades presentes para a gravidade do problema, a inação por parte dos governantes, que, aliás, têm atuado na contra mão, dificultando a implementação de iniciativas que contribuirão para sanar o problema, como o Decreto 59.113 do governo de São Paulo, o cancelamento da inspeção veicular na capital paulistana,  e que as pouquíssimas políticas atuais  – o PROCONVE (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), já não estão contribuindo para a diminuição da poluição.

Participaram da audiência, o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM), Carlos Bocuhy, Rudolf de Noronha, gerente de Qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Daniela Buosi, coordenadora- geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde e o deputado Adrian Ramos (PMDB-RJ).

Realizada com informações de 2006 a 2011, o estudo utilizou como base a análise do poluente PM 2,5 (material particulado), comparados aos níveis considerados seguros pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e com isso, conseguiu levantar dados sobre o número de adoecimentos, mortalidades e gastos públicos atribuídos à poluição. “No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadoras de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, ressalta Evangelina.

Segundo a pesquisa, somente em 2011, no Estado de São Paulo 17.443 mortes foram atribuíveis à poluição. Na cidade de São Paulo o número de óbitos corresponde ao triplo de por acidentes de trânsito (1.556), 3,5 do que Câncer de mama (1.277), quase 6 vezes por AIDS (874) ou Câncer de Próstata (828).