25/05/2017

Pesquisa: Avaliação e valoração dos impactos da poluição do ar na saúde da população decorrente da substituição da matriz energética no transporte público na cidade de São Paulo

Até 2050 a poluição do ar na maior metrópole do país será responsável por mais de 178 mil mortes e terá um custo de quase R$ 54 bilhões, é o que revela o estudo Avaliação e valoração dos impactos da poluição do ar na saúde da população decorrente da substituição da matriz energética no transporte público na cidade de São Paulo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em parceria com o Greenpeace lançado nesta quarta-feira (17/05).

A pesquisa realiza uma projeção para compreender em que medida a alteração da matriz energética da frota de ônibus no município é capaz de alterar esta realidade. Por exemplo, a substituição do diesel por biodiesel ou eletricidade seria capaz de salvar vidas e economizar recursos públicos.

No estudo os pesquisadores consideraram três cenários possíveis para o período entre 2017 e 2050:

1) A continuidade das políticas atuais para a frota, com predomínio do Diesel B7 (7% de biodiesel na composição).

Neste cenário, contabilizam-se 178.155 mortes atribuíveis à poluição do ar devido ao material particulado inalável fino (MP2,5) e um custo estimado em cerca de R$ 54 bilhões, em valores de 2015, considerando a perda de produtividade destas mortes precoces. Também seriam contabilizadas 189.298 internações públicas e privadas com custo estimado em R$ 634,7 milhões.

2) A adoção de 100% de combustíveis renováveis, na combinação de três tipos de fontes energéticas: biodiesel (B100), híbrida (B100 + elétrica) e elétrica, a partir de 2020.

Estimam-se 12.191 vidas salvas (6,8% do total de mortes) até 2050, o que evitaria uma perda de produtividade estimada em R$ 3,6 bilhões, além da redução de 13.082 internações públicas e privadas.

3) A substituição de 100% de diesel por ônibus elétrico, a partir de 2020.

No cenário mais otimista, seriam 12.796 vidas salvas (7,2%), perda de produtividade evitada estimada em R$ 3,8 bilhões e a redução de 13.723 internações. A substituição da matriz energética atual pelos cenários 2 e 3 representa uma economia de aproximadamente R$ 44, 5 milhões e R$ 46,5 milhões respectivamente, comparado ao B7, em relação a gastos com internações públicas e privadas.

Informações de: Greenpeace

“Os ônibus a diesel são como cigarros sobre rodas – poluem o ar tanto quanto o fumo que foi proibido em locais públicos fechados. Uma hora de exposição ao trânsito equivale a fumar um cigarro”, afirma a médica Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Imprensa:

Camila Acosta

comunicacao@saudeesustentabilidade.org.br

(11)96335-2699