A jornalista Miriam Leitão, em seu livro “História do Futuro”, da Editora Intrínseca,  realizou análises sobres projeções em diversas áreas, como demografia, educação, economia, classe média, política e saúde. O cenário de crise, diferente do começo de industrialização da década de 40, fez com que a autora apontasse medidas atuais e suas consequências.

No âmbito da saúde, os estudos feitos pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade com o Prof. Paulo Saldiva, sobre o impacto da poluição na saúde humana e a projeção de gastos públicos com o tratamento de doenças respiratórias e cardíacas foram usados como fonte para a publicação.  Assim, um dos assuntos mencionados foi a qualidade do ar e como o Ministério da Saúde pode tomar medidas para combater a poluição.

Confira abaixo o trecho do livro que faz referência ao Instituto Saúde e Sustentabilidade, e à sua Diretora e fundadora, Evangelina Vormittag:

“Em outro estudo, Saldiva e as professoras Evangelina Vormittag e Cristina Rodrigues projetam o impacto de má qualidade do ar em São Paulo, de 2012 a 2030, em um cenário de queda de 5% da poluição atmosférica. Mesmo melhorando – ao invés de piorar, como tem sido a tendência geral -, serão, até 2030, 250 mil mortes e 1 milhão de internações na capital paulista, e um gasto de R$ 1,5 bilhão. Os autores alertam que a magnitude dos dados releva que são necessárias ‘medidas mais rigorosas de controle da poluição do ar e formas alternativas de energia limpa.”

Segundo Miriam Leitão, é preciso entender a relação entre áreas diferentes e, no caso da saúde, considerá-la uma política de Estado e entrelaçar diversas ações para aumentar investimentos com prevenção de internações.