19/09/2013

Pesquisa inédita no Estado de São Paulo aponta que número de mortes por poluição é superior ao por acidentes

No dia 23 de setembro acontece o Seminário “Mobilidade Urbana e Poluição do Ar: A VISÃO DA SAÚDE”, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade e organizado juntamente com o vereador da Câmara Municipal de São Paulo, Gilberto Natalini e a Virada da Mobilidade.

Na ocasião, em comemoração aos cinco anos de atividades do Instituto, será lançado o estudo sobre a relação entre mortes, adoecimento e a poluição no Estado de São Paulo. “Esta é a primeira vez em que é divulgada uma avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão de saúde no Estado”, diz a médica e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag. “Poucas pessoas sabem, mas anualmente, morrem 15 mil pessoas no Estado em decorrência da poluição, número esse que supera a morte por acidentes – cerca de 7.900”, explica Evangelina. O número ainda é subestimado, considerando apenas as mortes de regiões onde há estações de medição de poluentes.

Sobre o Estudo

A pesquisa, intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo”, realizada com informações de 2006 a 2011, utiliza como base a análise do poluente PM 2,5 (material particulado), comparados aos níveis considerados seguros pela OMS, para levantar dados de adoecimento, mortalidade e gastos públicos atribuídos à poluição. “São números atualizados e de extrema importância para a sociedade”, explica a responsável pelo estudo e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade Evangelina Vormittag. “No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadoras de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, ressalta Evangelina.

A análise avalia a situação ambiental da poluição no Estado de São Paulo, pela primeira vez a ser mostrada, e seus efeitos sobre a saúde de duas maneiras: mortalidade atribuível e o DALY (DisabilityAdjusted Life Years, que possui dois componentes: o número de anos perdidos por morte precoce e o número de anos de vida vividos com incapacidade), um parâmetro criado pela OMS para indicar a carga de dano de doenças no mundo. Essa medida não mostra apenas a mortalidade, mas também a perda de qualidade de vida por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão, atribuíveis à poluição atmosférica – especificamente o poluente material particulado, objeto do estudo. A pesquisa ainda contempla a valoração do DALY e os gastos públicos em saúde.

O estudo teve apoio dos pesquisadores Prof. Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e sua equipe, e da Dra. Cristina Guimarães Rodrigues, pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Seminário

Entre os palestrantes e debatedores do seminário, além de Evangelina, que apresentará o estudo, estão Gabriel Branco, engenheiro e consultor ambiental do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos (PROCONVE);Gilberto Natalini, vereador de São Paulo; Carlos Eduardo Komatsu, gerente do Departamento de Qualidade Ambiental da CETESB; Vanderlei Borsari, gerente da Divisão de Homologação e Fiscalização Veicular da CETESB;RonaldoTonobohn, superintendente de planejamento da Secretaria Municipal de Transportes; mediados pelo Prof. Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP.

Serviço -Seminário “Mobilidade Urbana e Poluição do Ar: A VISÃO DA SAÚDE”

Data: 23 de setembro

Hora: Credenciamento às 17h30

Local: Salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo

Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista

Inscrições no site: http://migre.me/fTKOy