17/01/2018

Febre Amarela: entenda a doença

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No ano que passou o Brasil sofreu com a forte epidemia de dengue que atingiu parte das cidades brasileiras durante todos os meses do verão. Em 2018 os mosquitos voltam a marcar presença, porém com uma diferente doença: a febre amarela.

Entenda abaixo as principais informações que a população precisa saber sobre a doença:

A febre é o principal sintoma

O principal sintoma da doença é a febre que pode turar até  sete dias. Associados à febre podem surgir sintomas gerais e inespecíficos como dores no corpo, calafrios, mal-estar, náuseas e vômitos.

A pele do paciente fica amarelada

A doença adquiriu este nome visto que em torno de 15-25% dos pacientes ficam com a pele amarelada (icterícia).

Quando se deve procurar a vacinação

A partir do ano passado o Ministério da Saúde passou a considerar a dose única como suficiente para a imunização. Devem procurar os postos de vacinação apenas moradores de região com casos confirmados de macacos com febre amarela (consideradas regiões de risco elevado da doença).

Contraindicação

Não podem ser vacinados: crianças menores de seis meses; gestantes e mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer; pessoas imunodeprimidas e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. Casos de emergência epidemiológica o médico deverá realizar uma avaliação individual.

Prevenção

A prevenção se dá com a aplicação da vacina e com o controle do vetor – na zona urbana é o mosquito aedes aegypti.

Febre urbana e febre silvestre

A febre amarela silvestre tem como hospedeiros os macacos e o vírus é transmitidos através da picada dos mosquitos Haemagogus Sabethes. O ser humano pode ser contagiado pela doença caso vá a alguma região de mata e seja picado pelo mosquito infetado. Ao retornar a área urbana é possível que este indivíduo impulsione o ciclo urbano da doença ao ser picado pelo mosquito Aedes aegypti que pode transmiti-lá para outros seres humanos.

Atualmente, somente a febre amarela silvestre está ocorrendo no Brasil.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para a cura da febre amarela. Assim como a dengue, zika e chikungunya, é oferecido o suporte para a dor e orientação para a ingestão de líquidos. A internação é recomendada em caso de piora dos sintomas.

Contágio

Não é possível adquirir a doença de outro ser humano diretamente, apenas através da picada dos mosquitos.

É um surto?

Sim. Em algumas cidades do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo foi declarado o surto de febre amarela. O OMS incluiu todo o Estado de São Paulo na área de risco de transmissão da doença.

Campanha

A campanha de vacinação no Estado de São Paulo foi antecipada e terá início no dia 29 de janeiro em 54 cidades. A campanha terminará em 17 de fevereiro (2018).

Vacina fracionada

No fracionamento da vacina da febre amarela é utilizada uma vacina em menor dosagem. A diferença está no volume e no tempo de proteção. A dose padrão possui 0,5 ml e protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada tem 0,1 ml e protege por oito anos.

Doação de sangue

Doadores de sangue devem esperar até trinta dias após a vacinação para realizar uma doação.

Confira aqui vídeo do infectologista Renato Kfouri esclarecendo dúvidas sobre a doença.

Fontes:

https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/7-mitos-e-verdades-sobre-a-febre-amarela.htm

http://www.segs.com.br/saude/99586.html

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/01/16/oms-considera-todo-o-estado-de-sao-paulo-area-de-risco-para-febre-amarela.htm

http://www.bbc.com/portuguese/geral-42713247