03/05/2018

9 em cada 10 pessoas respiram ar contaminado, afirma OMS

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Nesta semana (01/05/2018) a Organização Mundial de Saúde liberou dados de uma nova investigação que revela resultados alarmantes: 9 em cada 10 pessoas no mundo estão respirando um ar poluído e ainda, aproximadamente 7 milhões morrem anualmente por causa da contaminação tanto em ambientes externos quanto fechados.

As mortes ocorrem devido à exposição a partículas finas que penetram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, câncer de pulmão, doenças pulmonares obstrutivas crônicas e infecções respiratórias, incluindo pneumonia.

“A poluição do ar ameaça a todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas enfrentam a maior carga”, diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Mais de 90% das mortes  ocorrem em países de baixa e média renda, principalmente na Ásia e na África, seguidos por países de baixa e média renda das regiões do Mediterrâneo Oriental, Europa e Américas.

Diferente do que se imagina, a poluição não ocorre apenas em ambientes externos “É inaceitável que mais de três bilhões de pessoas – a maioria mulheres e crianças – ainda estejam respirando fumaça todos os dias por utilizarem fogões e combustíveis poluentes em suas casas. Se não tomarmos medidas urgentes, nunca chegaremos perto de alcançar o desenvolvimento sustentável.” afirma o diretor.

Segundo o jornal O Globo, no Brasil  poluição do ar tanto em ambientes externos quanto domésticos responde por 15,8 mortes a cada 100 mil habitantes, o que dá cerca de 33 mil mortes anuais (OMS 2012). E o problema tende a se agravar nas duas frentes. Isso porque, do lado externo, o monitoramento da qualidade do ar nas cidades não só é escasso como falho, além de atender a padrões defasados para sua regulamentação.

“Em todas as cidades brasileiras onde há monitoramento da qualidade do ar, os níveis de poluentes estão acima dos recomendados pelo OMS” resume Evangelina Vormittag para O Globo “mas, como nossos padrões de qualidade do ar também estão extremamente defasados, as autoridades dizem que as medidas estão dentro do tolerável. Assim, pior que ter um padrão fora do recomendado pela OMS é comunicar à população que os níveis estão dentro do normal, não respeitando nem o direito das pessoas de terem informações para se proteger”

Em 2018, a OMS convocará a primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde, que acontece entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro na sede do organismo internacional, em Genebra.