06/03/2016

Nações Unidas lançam metas para o mundo ser mais sustentável

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06/03/2016

United Nations launches targets for the world to be more sustainable

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Países se comprometem com 17 objetivos para o desenvolvimento e ao mesmo tempo combater a pobreza e proteger o planeta

Começa nesta sexta-feira, 25, em Nova York, com direito a abertura pelo papa Francisco, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que vai lançar uma agenda de 17 objetivos para ajudar o mundo a trilhar um caminho de fim da pobreza, proteção do planeta e prosperidade para todos.

Os chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) substituem e ampliam os Objetivos do Milênio – oito compromissos lançados em 2000 que visavam a uma melhora, até 2015, de problemas sociais como pobreza, mortalidade infantil e educação, em países em desenvolvimento. A proposta é que todos os países do mundo cumpram as novas metas (veja galeria abaixo), que devem ser atingidas nos próximos 15 anos.

Saiba mais sobre os Objetivos do Milênio

Os ODSs também têm um foco bem mais amplo. A ideia é tomar medidas que não só diminuam a pobreza, mas protejam o ambiente e permitam o desenvolvimento sustentável.

Pelos próximos três dias, cerca de 150 líderes mundiais vão discutir o tema em Nova York e devem, ao fim do evento, no domingo, ratificar o acordo. A presidente Dilma Rousseff também estará lá e vai aproveitar a ocasião para lançar as metas brasileiras para o combate às mudanças climáticas, como contribuição nacional para a Conferência do Clima da ONU, que ocorre no fim do ano em Paris.

Resultados

Durante a conferência de Nova York, os países discutirão os desafios que têm pela frente. De acordo com a ONU, as ações que foram feitas nos últimos 15 anos em relação aos Objetivos do Milênio retiraram mais de 1 bilhão de pessoas da extrema pobreza, no que a entidade chama de “o maior” programa social da história. Mas a organização reconhece que ainda há muito a ser feito.

A base de comparação para medir os avanços foi o ano de 1990, quando a Guerra Fria chegava ao seu fim. Documentos internos da avaliação realizada pela ONU sobre os programas sociais apontam, por exemplo, que uma menina que nasce hoje “terá maiores chances de chegar aos 5 anos, menos chances de conviver com a fome e mais probabilidade de ir à escola”.

“As metas do milênio ajudaram a tirar mais de 1 bilhão de pessoas da extrema pobreza, a avançar no combate à fome e permitir que um número inédito de meninas esteja nas escolas. Mas, apesar dos ganhos incríveis, as desigualdades persistem e o progresso no mundo não ocorreu em todas as partes”, afirma Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

Entre as pessoas com renda de menos de US$ 1,25 por dia, a entidade registrou um avanço importante. Em 1990, essa população chegava a 1,9 bilhão. Em 2015, ela atinge 836 milhões.

Por pouco a meta de reduzir pela metade a fome não foi atingida. Entre 1990 e 2015, a proporção do mundo que passa fome todos os dias caiu de 23,3% para 12,9%, com um total de 795 milhões de pessoas. Tampouco se alcançou o acesso universal à educação. O grau de participação de crianças em escolas passou de 83% para 91%, enquanto o número de pessoas fora das escolas caiu de 100 milhões, em 2000, para 57 milhões em 2015.

Oportunidade

Especialistas defendem que a crise econômica que atinge o Brasil e outras nações pelo mundo pode ser uma oportunidade para a adoção agora dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

“Todas as vezes em que houve momentos desafiadores ao longo da história, a tentação foi focar no curto prazo. Mas o que a história nos conta é que países que abraçaram inovações transformadoras, às vezes nos momentos mais críticos, são os que tiveram mais sucesso. Os ODSs oferecem um importante lembrete de que muitas das crises de hoje são resultado desse pensamento de curto prazo e da falta de transparência. Eles são precisamente um antídoto contra esse oportunismo da política do dia a dia e da atividade econômica”, disse ao Estado Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma (programa da ONU para o ambiente).

“É uma chance de pensar qual vai ser o melhor caminho para retomar o desenvolvimento. Não faz sentido crescer, por exemplo, como São Paulo, que ficou rica, mas tem rios fétidos cortando a cidade. Isso não é sustentável nem é inteligente”, complementa Virgilio Viana, copresidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável para a América Latina.

Emily-Vuong-30.5.14-Measuring-global-poverty

Nações Unidas lançam metas para o mundo ser mais sustentável

poluição

poluição

Os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável

  1.  Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. Países se comprometem até 2030 a erradicarem a pobreza extrema, medida como pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia, e implementar medidas e sistemas de proteção social adequados, para todos, incluindo pisos, e atingir a cobertura substancial dos pobres e vulneráveis
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. O compromisso visa também, entre outras metas, até 2030 acabar com todas as formas de desnutrição e dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. O objetivo inclui também as metas de, até 2030, reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100.000 nascidos vivos; reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1.000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos 25 por 1.000 nascidos vivos; acabar com as epidemias de Aids, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite e outras doenças transmissíveis
  4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. O objetivo também inclui, entre outras metas, até 2030 garantir que todas as crianças completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade; e assegurar a igualdade de acesso para todos os homens e mulheres à educação técnica, profissional e superior de qualidade
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. As metas internas incluem acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte; eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; e eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas
  6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Entre as metas, estão: até 2030 alcançar o acesso universal e equitativo à água potável, segura e acessível para todos; alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos; e aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água
  7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia, para todos. As metas, incluem, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global, até 2030; dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; e reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos. Entre as metas, estão: sustentar o crescimento econômico per capita, de acordo com as circunstâncias nacionais e, em particular, pelo menos um crescimento anual de 7% do PIB nos países menos desenvolvidos; e atingir níveis mais elevados de produtividade das economias, por meio da diversificação, modernização tecnológica e inovação, inclusive por meio de um foco em setores de alto valor agregado e intensivos em mão-de-obra
  9. Construir infraestruturas resistentes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Entre as metas, estão:desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável e resiliente, incluindo infraestrutura regional e transfronteiriça, para apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano, com foco no acesso equitativo e a preços acessíveis para todos; e promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as circunstâncias nacionais, e dobrar sua participação nos países menos desenvolvidos
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles. Até 2030, progressivamente alcançar e sustentar o crescimento da renda dos 40% da população mais pobre a uma taxa maior que a média nacional; e empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Entre as metas, estão: até 2030, garantir o acesso de todos a habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas; proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade
  12. Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, implementando o Plano Decenal de Programas Sobre Produção e Consumo Sustentáveis; até 2030 alcançar gestão sustentável e uso eficiente dos recursos naturais; reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, em nível de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países; integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais; e implementar o compromisso assumido pelos países desenvolvidos para a meta de mobilizar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento
  14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e dos recursos marinhos, para o desenvolvimento sustentável. Entre as metas, estão: até 2025 prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes; até 2020 gerir de forma sustentável e proteger os ecossistemas marinhos e costeiros para evitar impactos adversos significativos; minimizar e enfrentar os impactos da acidificação dos oceanos, inclusive por meio do reforço da cooperação científica em todos os níveis
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra, e estancar a perda de biodiversidade. As metas incluem promover a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento, restaurar florestas degradadas e aumentar substancialmente o florestamento e o reflorestamento
  16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis; reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares; acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças
  17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, por meio de ações em várias frentes: finanças, tecnologia, capacitação, comércio, resolvendo questões sistêmicos, promovendo parcerias multissetoriais e adotando o uso de dados, monitoramento e prestação de contas.

FONTE: GIOVANA GIRARDI E JAMIL CHADE – O ESTADO DE S. PAULO

Países se comprometem com 17 objetivos para o desenvolvimento e ao mesmo tempo combater a pobreza e proteger o planeta

Começa nesta sexta-feira, 25, em Nova York, com direito a abertura pelo papa Francisco, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que vai lançar uma agenda de 17 objetivos para ajudar o mundo a trilhar um caminho de fim da pobreza, proteção do planeta e prosperidade para todos.

Os chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) substituem e ampliam os Objetivos do Milênio – oito compromissos lançados em 2000 que visavam a uma melhora, até 2015, de problemas sociais como pobreza, mortalidade infantil e educação, em países em desenvolvimento. A proposta é que todos os países do mundo cumpram as novas metas (veja galeria abaixo), que devem ser atingidas nos próximos 15 anos.

Saiba mais sobre os Objetivos do Milênio

Os ODSs também têm um foco bem mais amplo. A ideia é tomar medidas que não só diminuam a pobreza, mas protejam o ambiente e permitam o desenvolvimento sustentável.

Pelos próximos três dias, cerca de 150 líderes mundiais vão discutir o tema em Nova York e devem, ao fim do evento, no domingo, ratificar o acordo. A presidente Dilma Rousseff também estará lá e vai aproveitar a ocasião para lançar as metas brasileiras para o combate às mudanças climáticas, como contribuição nacional para a Conferência do Clima da ONU, que ocorre no fim do ano em Paris.

Resultados

Durante a conferência de Nova York, os países discutirão os desafios que têm pela frente. De acordo com a ONU, as ações que foram feitas nos últimos 15 anos em relação aos Objetivos do Milênio retiraram mais de 1 bilhão de pessoas da extrema pobreza, no que a entidade chama de “o maior” programa social da história. Mas a organização reconhece que ainda há muito a ser feito.

A base de comparação para medir os avanços foi o ano de 1990, quando a Guerra Fria chegava ao seu fim. Documentos internos da avaliação realizada pela ONU sobre os programas sociais apontam, por exemplo, que uma menina que nasce hoje “terá maiores chances de chegar aos 5 anos, menos chances de conviver com a fome e mais probabilidade de ir à escola”.

“As metas do milênio ajudaram a tirar mais de 1 bilhão de pessoas da extrema pobreza, a avançar no combate à fome e permitir que um número inédito de meninas esteja nas escolas. Mas, apesar dos ganhos incríveis, as desigualdades persistem e o progresso no mundo não ocorreu em todas as partes”, afirma Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

Entre as pessoas com renda de menos de US$ 1,25 por dia, a entidade registrou um avanço importante. Em 1990, essa população chegava a 1,9 bilhão. Em 2015, ela atinge 836 milhões.

Por pouco a meta de reduzir pela metade a fome não foi atingida. Entre 1990 e 2015, a proporção do mundo que passa fome todos os dias caiu de 23,3% para 12,9%, com um total de 795 milhões de pessoas. Tampouco se alcançou o acesso universal à educação. O grau de participação de crianças em escolas passou de 83% para 91%, enquanto o número de pessoas fora das escolas caiu de 100 milhões, em 2000, para 57 milhões em 2015.

Oportunidade

Especialistas defendem que a crise econômica que atinge o Brasil e outras nações pelo mundo pode ser uma oportunidade para a adoção agora dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

“Todas as vezes em que houve momentos desafiadores ao longo da história, a tentação foi focar no curto prazo. Mas o que a história nos conta é que países que abraçaram inovações transformadoras, às vezes nos momentos mais críticos, são os que tiveram mais sucesso. Os ODSs oferecem um importante lembrete de que muitas das crises de hoje são resultado desse pensamento de curto prazo e da falta de transparência. Eles são precisamente um antídoto contra esse oportunismo da política do dia a dia e da atividade econômica”, disse ao Estado Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma (programa da ONU para o ambiente).

“É uma chance de pensar qual vai ser o melhor caminho para retomar o desenvolvimento. Não faz sentido crescer, por exemplo, como São Paulo, que ficou rica, mas tem rios fétidos cortando a cidade. Isso não é sustentável nem é inteligente”, complementa Virgilio Viana, copresidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável para a América Latina.

Emily-Vuong-30.5.14-Measuring-global-poverty

Nações Unidas lançam metas para o mundo ser mais sustentável

poluição

poluição

Os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável

  1.  Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. Países se comprometem até 2030 a erradicarem a pobreza extrema, medida como pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia, e implementar medidas e sistemas de proteção social adequados, para todos, incluindo pisos, e atingir a cobertura substancial dos pobres e vulneráveis
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. O compromisso visa também, entre outras metas, até 2030 acabar com todas as formas de desnutrição e dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. O objetivo inclui também as metas de, até 2030, reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100.000 nascidos vivos; reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1.000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos 25 por 1.000 nascidos vivos; acabar com as epidemias de Aids, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite e outras doenças transmissíveis
  4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. O objetivo também inclui, entre outras metas, até 2030 garantir que todas as crianças completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade; e assegurar a igualdade de acesso para todos os homens e mulheres à educação técnica, profissional e superior de qualidade
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. As metas internas incluem acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte; eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; e eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas
  6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Entre as metas, estão: até 2030 alcançar o acesso universal e equitativo à água potável, segura e acessível para todos; alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos; e aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água
  7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia, para todos. As metas, incluem, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global, até 2030; dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; e reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos. Entre as metas, estão: sustentar o crescimento econômico per capita, de acordo com as circunstâncias nacionais e, em particular, pelo menos um crescimento anual de 7% do PIB nos países menos desenvolvidos; e atingir níveis mais elevados de produtividade das economias, por meio da diversificação, modernização tecnológica e inovação, inclusive por meio de um foco em setores de alto valor agregado e intensivos em mão-de-obra
  9. Construir infraestruturas resistentes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Entre as metas, estão:desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável e resiliente, incluindo infraestrutura regional e transfronteiriça, para apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano, com foco no acesso equitativo e a preços acessíveis para todos; e promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as circunstâncias nacionais, e dobrar sua participação nos países menos desenvolvidos
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles. Até 2030, progressivamente alcançar e sustentar o crescimento da renda dos 40% da população mais pobre a uma taxa maior que a média nacional; e empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Entre as metas, estão: até 2030, garantir o acesso de todos a habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas; proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade
  12. Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, implementando o Plano Decenal de Programas Sobre Produção e Consumo Sustentáveis; até 2030 alcançar gestão sustentável e uso eficiente dos recursos naturais; reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, em nível de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países; integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais; e implementar o compromisso assumido pelos países desenvolvidos para a meta de mobilizar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento
  14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e dos recursos marinhos, para o desenvolvimento sustentável. Entre as metas, estão: até 2025 prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes; até 2020 gerir de forma sustentável e proteger os ecossistemas marinhos e costeiros para evitar impactos adversos significativos; minimizar e enfrentar os impactos da acidificação dos oceanos, inclusive por meio do reforço da cooperação científica em todos os níveis
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra, e estancar a perda de biodiversidade. As metas incluem promover a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento, restaurar florestas degradadas e aumentar substancialmente o florestamento e o reflorestamento
  16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis; reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares; acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças
  17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, por meio de ações em várias frentes: finanças, tecnologia, capacitação, comércio, resolvendo questões sistêmicos, promovendo parcerias multissetoriais e adotando o uso de dados, monitoramento e prestação de contas.

FONTE: GIOVANA GIRARDI E JAMIL CHADE – O ESTADO DE S. PAULO